quarta-feira, 18 de junho de 2014

A FRONTEIRA ENTRE A VIDA E MORTE

Uma poesia de Roberto Celestino

Numa cruz numa beira de estrada
Em um laço no final da corda,
Em um sono que não mais acorda
Numa bala que foi deflagrada.

Em um parto onde começa a vida
Em um leito onde a vida é quem parte,
Desenhada está  em qualquer parte
Uma linha onde finda a corrida.

Na doença que causa a dor,
Em um lago que a vida afogou
Numa faca que causa um corte.

Ela existe embora não vemos
Muito embora também passaremos,
Na fronteira, entre a vida e a morte.

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Liberdade engaiolada

                     Imagem: David Siqueira-Teresópolis-RJ
                            http://www.designup.pro.br/pro/dleafy

Uma Poesia de Roberto Celestino

Eu vivo pensando, o que possa eu ter feito
Pois vivo do jeito que vive um bandido,
Embora inocente eu fui condenado
Viver afastado do campo querido.

Desejam ouvir o meu canto de açoites
De dia ou de noite na minha gaiola,
Meu canto é tristeza é de puro lamento
Sem contentamento ele não me consola.

Olho a portinhola da minha prisão
Lamento por não saber como a abrir,
Me vejo fadado a uma prisão eterna
Aqui se encerra o sonho de partir.

Eu posso sentir no meu sonho saudoso,
Quanto era gostoso eu poder voar,
Vivia a explorar esse mundo inteiro
Sem ser prisioneiro de tempo ou lugar.

Sementes eu tinha para me fartar
Matar minha sede sempre consegui,
Banhava-me em poças de águas tão claras
Nada se compara com isso daqui.

Aqui nunca mudam a minha ração
Pois sempre me dão uma porção de alpiste
A água que eu bebo quase sempre é morna
Tudo aqui se torna em vida tão triste.

Será que existe maior injustiça?
Pois isso atiça o meu lamentar,
Minha liberdade tão morta eu vejo
Mas vive o desejo de ainda voar.

Sou como criança sem suas perninhas
Ao ver coleguinhas em volta andando,
Pois que me adianta ter duas asinhas
Se o resto da vida vou viver pulando.

Fico aqui pensando em como será
Quando então chegar a idade avançada,
Já mudo e doente irão me soltar
Dizendo que eu já não sirvo pra nada.

Em algum telhado eu vou ser liberto
E ver de tão perto o que sempre sonhei,
Percebo que o tempo na minha gaiola
Foi minha degola e voar já não sei.

Sem rumo e com fome enfim morrerei
Por fim cumprirei  minha triste sentença,
Mas no céu das aves, eu sei voarei
Pois fui condenado na minha inocência.




domingo, 13 de abril de 2014

Viajando pelos contos infantis.



Eu confesso que aprendi
No meu tempo da infância,
Com histórias de criança
Coisas que nunca vivi.
No entanto ali eu vi
Como poder viajar,
Sem nem sair do lugar
Através de cada história,
Que inda vivem na memória
E lá sempre vão estar.

Viajei com Chapeuzinho
Para a casa da vovó,
Lobo mal cacei sem dó
Que fugiu aos três porquinhos.
Ajudei os gorduchinhos
Quando o lobo lá passou,
E em vão ele soprou
Na casa que construímos,
Bem seguros nos sentimos
E lobo nos deixou.

Passeei com a Emília
No Sítio do Pica-pau,
Vi a Cuca intentar mal
Contra toda a família.
Pelo sítio eu fiz trilha
E caçadas com Pedrinho,
Paquerei a Narizinho
Muitos outros conheci,
Só não vi o tal Saci
Se escondeu de mim o Neguinho.

Vi também Branca de Neve
Quando comeu a maçã,
Naquela bela manhã
Foi de sono acometida,
Mas havia em sua vida
Sete anões bem dedicados,
A guardaram com cuidado
Vi então quando chegou,
E com um beijo a acordou
O seu príncipe encantado.

Eu dancei com Cinderela
Quando o baile começou,
Já a Fera não deixou
Eu dançar com sua bela.
E olhando da janela
Observei o João
Plantar um pé de feijão
Que dizia ter magia,
Vi o Pinóquio que mentia
E crescia o narigão.

Muita gente conheci
Nas histórias de criança,
E os trago na lembrança
Deles não me esqueci,
Muitas lutas eu venci
Alguns reinos conquistei,
E princesas libertei
De herói eu fui chamado,
Tudo isso foi passado
Nas histórias que encontrei.

Vamos, pois valorizar
Nossos contos infantis,
Que nos deixam tão feliz
E nos fazem viajar,
Sem vontade de voltar
Pra esse mundo adultizado
Onde o sonho é roubado
Eu prefiro lá viver,
Quero ouvir e sempre ler
Esses contos encantados.

Roberto Celestino.











sábado, 7 de dezembro de 2013

Flor de Maracujá

Uma poesia de Roberto Celestino

ÉS LINDA,OH FLOR DE MARACUJÁ!
À ESPERA DA ABELHA E UM BEIJO,
NÃO CONTENHO-ME APENAS TE OLHAR
COMO A ABELHA BEIJAR-TE DESEJO.

MEUS OLHOS RELUZEM AO TE VER
ENTRE O ORVALHO E RAIOS SOLARES,
E CONCORRO COM TANTOS OLHARES
QUE SE APERTAM PRA VEREM VOCÊ.


QUISERA SER ABELHA ALGUM DIA,
AO TOCAR TUA FACE ESQUECERIA
DO CAMINHO QUE ME FAZ RETORNAR.

ÉS ESMERO DA MÃE NATUREZA
QUE TE DEU ESSA EXTREMA BELEZA
TÃO LINDA, OH FLOR DE MARACUJÁ.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio.



O mundo em que vivemos
Tá ficando apertado,
Cresce a população
Em um ritmo disparado,
Surgem então muitos problemas
Enfrentamos mil dilemas,                                         
Em busca de resultados.
           
Com a superlotação
Em nosso Planeta Terra,
Há escassez de pão e água
Há doença e muita guerra.
E a tal desigualdade,
Seqüestra a dignidade
De muita gente e a enterra.
            
Na busca de soluções
Em setembro de 2000,
A ONU mobilizou
As nações e conseguiu,
Reunir muitos países
Para  traçar diretrizes
Entre eles o Brasil.
           
Era o número de nações
Que à causa aderiram,
De cento e noventa e uma
Quando ali se reuniram,
Em debates, discussões,
Procurando soluções
Isso eles conseguiram.
     
Pois daquele grande encontro
Algo bom se viu surgir,
Metas estabelecidas
E um acordo a se cumprir
Desse encontro proveitoso
Viu-se o grupo esperançoso
De melhoras no porvir.
            
Eram os Objetivos
Para Desenvolvimento
Do milênio apresentados,
Às nações nesse momento
Com a sigla de ODM
Trouxe esperança perene
Registrada em documento.
            
Quinze anos era o prazo
Para serem alcançadas,
As metas ali propostas
Para serem trabalhadas.
O Brasil logo abraçou,
Esta causa e iniciou
Sem demora a jornada.
            
Eis aqui as oito metas
Uma a uma vou listar,
Fim da fome e da miséria
Veio em primeiro lugar,
Dando assim prioridade
A quem tem necessidade
Para se alimentar.
            
Em dois anos o Brasil
Resultado alcançava,
Reduzindo a pobreza
Como a ONU planejava.
Em programas investia
Claramente já se via
Que a miséria erradicava.
           
O Brasil Sem Miséria,
Um programa de valor,
Que da pobreza extrema
Muita gente já tirou,
Trouxe mais dignidade
Ajudando de verdade
Esse povo sofredor.

O segundo objetivo
Da presente relação,
Vem tratar de qualidade
Da nossa educação.
Que melhore a cada dia
E que se dê garantia
A todos sem exceção.

Mais de cinqüenta milhões
Entre jovens e crianças,
Já se educa no Brasil
E nos dá a confiança,
Que a meta vamos cumprindo
Pois estamos investindo,
Para vermos a mudança.
           
Igualdade entre sexos
E a valorização,
Dos direitos da mulher
Que luta com coração.
Que se dê o seu valor,
Pois não é inferior,
Mostra isso com ação.
            
O Brasil se mobiliza
Com programas sociais,
Ajudando as mulheres
A buscar seus ideais,
Dando basta a violência
E uma vida com decência,
Mostrando que são iguais.
            
E o quarto objetivo
Tem como finalidade,
Reduzir entre as crianças
A cruel mortalidade,
Que aonde chega traz tristeza
Do lar tira a beleza
Deixa a infelicidade.
            
O Brasil já avançou
Contra esse mal hostil,
E a tal mortalidade
Com sucesso reduziu.
Dessa forma demonstrou
Que com garra e fervor
Sua meta conseguiu.
            
O quinto vem dizer
Que é preciso melhorar,
A saúde das gestantes
Para lhes assegurar,
Ter um parto bem seguro
Pra que vejam no futuro
O seu filho em seu lar.
            
Com certa dificuldade
Para a meta atingir,
O Brasil já melhorou
Isso podemos sentir,
Pelo esforço dispensado
Na busca de resultado
A meta vai conseguir.

O combate ao HIV
Que a muitos tem matado,
A malária e outras doenças
Que muito tem se espalhado,
Transformou-se no motivo
Para o sexto objetivo
Visando ser alcançado.
            
Contra a epidemia
De AIDS o Brasil,
Uma guerra declarou
No combate investiu,
Ao mundo foi referência
Pois na sua experiência
O sucesso conseguiu.
            
A malária e outras doenças
O Brasil tem controlado,
Mas a dengue o desafia
E o deixa incomodado,
Se esforça em combater
O mosquito e anseia o ver
Totalmente erradicado.
            
Vem o sétimo pedir
Mais qualidade de vida,
Para o meio ambiente
Essa foi bem sugerida,
É preciso conservar
O ambiente e salvar
Nossa terra tão querida.
           
Já se vê na Amazônia
Uma boa redução,
Do mal do desmatamento
Resultado da ação,
Que se faz pra preservar
Nossas matas e frear
A cruel destruição.
            
O oitavo objetivo
Vem a todos convidar,
Para juntos trabalharmos
E as metas alcançar,
Havendo cooperação
De toda população
Todo o mundo irá ganhar.
            
Com esforço e união
E muita perseverança,
Vamos mudar nosso mundo
Dar-lhe nova esperança,
O planeta melhorar
Aos nossos netos deixar
Algo digno como herança.

Vamos nos mobilizar
Para cada um fazer,
Nessa luta sua parte
E sucesso obter.
Jovens velhos e crianças
Essa é a militância
Ideal pra se envolver.
            
Pesquise o programa
É bem fácil de encontrar,
Digitando ODM
No Google aparecerá,
Várias páginas de acesso
Participe do sucesso
Que o mundo vai mudar.
            
Navegando pela página
Do PNUD irá ter,
Boletim com as notícias
Do que está a acontecer,
Pode até interagir
Endereços tem ali
Pra você se envolver.

Nós tiramos o chapéu
Para a Organização,
Das Nações Unidas-ONU
Que pela preocupação,
Da qualidade de vida
Tomou iniciativa
De buscar a solução.
           
Ao governo brasileiro
Também vou cumprimentar,
Que abraçou tão bem a causa
E se pôs a trabalhar,
E o mundo aplaudiu
O esforço do Brasil
para as metas alcançar.

Roberto Celestino.