segunda-feira, 7 de maio de 2018

Taquaritinga do Norte, A Dália da Serra

Uma poesia de Roberto Celestino


Situada no agreste
Fica a cidade tão bela
Com beleza causa encanto
A qualquer que olha pra ela,
Ela é Dália da Serra
E quem nasce nessa terra
Muito orgulho sente dela.
                       
Pelo século XVIII
Se inicia essa história,
Que está eternizada
Para sempre na memória,
Desse povo que é forte
Taquaritinga do Norte
Exaltamos tua glória.
                       
Buraco de pedra branca
Foi assim que a chamaram,
Os índios Carapotós
Que primeiro a habitaram.
Estes a viram nascer
E escolheram pra viver
Essa terra que amaram.

A Coroa Portuguesa
Fez de terras, doação,
Maria Ferraz de Brito
Recebeu grande porção.
Dividi-las decidiu
Logo ela as repartiu
Pra fazerem plantação.

A partir daí se via
Pouco a pouco o crescimento,
Daquela pequena vila
Que crescia a passo lento.
Mas era bem sossegada
Lá a paz fez a morada
Causando contentamento.
       
Muita água nela havia
Árvores tão verdejantes,
A paisagem que encantava
Todos os seus visitantes.
Ao partir tinham saudade
Era grande a vontade
De voltar o quanto antes.

Mas com o passar dos anos
Se viu a necessidade,
Dessa vila já crescida
Ser chamada de cidade
Se ela era uma menina
Agora moça franzina
Chegando à maioridade.

Corria 1800
Mês de maio, 10 o dia
Ano de 87
Grande fato se daria
A sua emancipação
E sua população
Festejou com alegria.  
  
Seu povo religioso
Educado e ordeiro,
É também reconhecido
Como povo hospitaleiro
É alegre e festivo
Não se abala sem motivo
Povo forte e guerreiro.

Esses sítios que a rodeiam
Vem mostrar o seu vigor,
Os seus grandes cafezais
Enfatizam seu valor,
Demonstrando ao mundo inteiro
Que esse povo é festeiro
Mas, também trabalhador.
Pelas matas vê-se o vento
Prazeroso em passar,
Acariciando as árvores
Não se cansa de soprar,
Se pudesse ficaria
Dessas matas não saía
Pra soprar noutro lugar.

Nossa fauna encontrou
Por aqui melhor lugar,
Pois do brejo à caatinga
Nada vem a lhes faltar,
É a biodiversidade
Encantando de verdade
Essa cidade sem par.  
    
Cariri aqui se mostra
Ao homem como aliado,
Que espera pela chuva
Com seu campo preparado
Pronto a receber o grão
Do milho, fava e feijão
Que enriquece seu roçado.

Olha sua plantação
Tudo verde vê ficar,
Isso muito o anima
Para sempre trabalhar.
Quando chega a colheita
Ele muito se deleita
Com a fartura a contemplar.

A cidade foi crescendo
Mas sem pressa pra crescer,
Preservando a beleza
Para nunca a perder
Sempre simples e singela
Nunca deixou de ser bela
Isso você pode ver.

Suas praças, suas flores,
O seu clima agradável
Tudo que aqui se vê
Torna ela admirável.
Quem a vê fica encantado
Que lugar abençoado
Que cidade, tão amável!

Acompanhou o progresso
Se tornou desenvolvida,
Mantendo a simplicidade
Essa nunca foi perdida,
De cidade interiorana
Princesa Pernambucana
Do seu povo a mais querida.

O seu povo estudioso
Ao estudo dá valor
É um povo educado
Que se mostra acolhedor
Gente que orgulha a terra
Que trata a Dália da Serra
Com respeito e amor.

Vale a pena conhecer
O seu clima aconchegante,
A neblina entre as serras
Dá um tom mais elegante
Isso a torna mais garbosa,
Revelando-a mais charmosa
Aos filhos e ao visitante.

Mas se é pra falar de charme
É preciso destacar,
Gravatá do Ibiapina
Distrito desse lugar
Povo bom e educado
Que recebe de bom grado
Quem ao que vai a visitar.
   
O seu casario antigo
É destaque nacional,
Tornando este Distrito
Patrimônio Cultural
O sossego lá se abriga
Sua gente é amiga
É um povo sem igual.

Ao chegar a Pão de Açúcar
As margens da Rodovia,
Vemos a prosperidade
Expandi-la cada dia
Muita fábrica instalada
Muita gente empregada
O progresso é garantia.

Entre estas e outras coisas
Se completa teu valor,
Ó cidade abençoada
Pela mão do Criador
És parte da nossa vida
Nossa cidade querida
Te amamos com fervor.

Hoje és uma senhora
De beleza acentuada,
Pois enquanto o tempo passa
Vemos quanto és cuidada,
A tua beleza é tanta
Que a todos nos encanta
Terra linda admirada.

Hoje és Dália da Serra
Foste assim reconhecida,
Pelas dálias que expões
Nas praças cheias de vida
Impossível não amar
Essa cidade sem par
A Taquara tão querida.

É mais um ano de vida
Que vamos comemorar,
Da cidade tão amada
Que nasceu para encantar
Sou a Deus agradecido
Por ter Ele permitido
Eu nascer nesse lugar.

Parabéns Taquaritinga
Parabéns ao povo teu,
A homenagem é merecida
A quem sempre orgulho deu.
Onde vou eu não te nego
Pois eu sempre te carrego
Dentro desse peito meu.

Aos que te administram
Que tenham sabedoria,
Para buscar o progresso
Sem ferir-te algum dia,
Preservando tua beleza
Elevando-te a grandeza
Sem tirar tua alegria. 

Nossos agradecimentos
Aos vultos de tua história,
Grandes homens e mulheres
Gravados em tua memória,
Gente forte e valente
Que lutaram fortemente
Para verem tua glória.

Já são cento e trinta e um
Anos de emancipação
Hoje te parabenizo
Expressando gratidão.
Todo Taquaritinguense
Se orgulha, pois pertence
A essa terra, esse chão.

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Festival “ Vamos Fazer Poesia”, homenageia grande norte taquaritinguense.


   No último dia 23 de abril, Serra Talhada recebeu  quase 50 poetas (dos 71 inscritos) vindos dos Estados de Pernambuco, Paraíba,  Ceará e Rio Grande do Norte.
Na ocasião, foi homenageado um dos maiores ícones do Repente, o poeta João Batista Bernardo conhecido carinhosamente por João Furiba, que aos 95 anos de idade é a maior lenda viva da poesia nordestina popular.
     João Furiba nasceu em Taquaritinga do Norte, e ainda muito jovem mudou-se com a família para o estado da Paraíba. No entanto, onde o poeta está presente o nome de Taquaritinga do Norte é mencionado, pois ele sempre fez questão de revelar sua naturalidade.
João Furiba Recebendo Homenagem
     Dentre os poetas que se apresentaram, estava presente o também norte taquaritinguense Roberto Celestino, que se apresentou no festival declamando suas poesias, que assim como as dos demais poetas, foram publicadas em uma coletânea que leva o nome do Festival.
Coletânea de Poesias

               
    
“Foi emocionante conversar com Furiba, pois no momento em que revelei que era de Taquaritinga do Norte, ele derramou-se em lágrimas”.(Roberto Celestino)

     Com voz baixa e muita emoção, ele muito agradecia por estar alguém de sua terra natal prestigiando aquele momento e mandou um abraço a todos os conterrâneos.
João Furiba e Roberto Celestino
     Foi um momento ímpar está diante do homem que levou e leva o nome de nossa cidade Brasil afora.
     
Parabéns João Furiba! Homenagem mais que merecida.



Roberto Celestino com Iranildo Marques,
o organizador do evento
Participação de Roberto Celestino no Festival, glosando os motes propostos:

  Eu vivia sorrindo pela vida
                                  Tudo em volta me dava alegria
Não pensava findar-se tudo um dia
Mas findou-se com uma despedida.
Foi no dia que vi minha querida
Indo embora de modo indiferente
O meu peito até hoje ainda sente
Essa dor que os sentidos arrebata.
A saudade não mata, mas maltrata
Coração de quem ama e vive ausente.

 Com um pé de marmeleiro
Com flor de mandacaru
Com rolinha e lambu
Na bebida do barreiro.
As galinhas no terreiro
Misturadas com menino
Um cachorro bem franzino
Pavão mostrando a plumagem.
Fiz um quadro da paisagem
Do meu sertão nordestino.

A notícia sem desvio
O esporte, a cultura
Tem uma fonte segura
É o Jornal Desafio.
Esse eu reverencio
Pela sua trajetória
Que denota a vitória
Entre tantos veteranos.
Já são vinte e sete anos
Desafiando a história.

Pode até se ouvir um parecido
Mas igual é difícil de ouvir                                
Quem com ele chegou a competir
Levou pau de sair todo doído.
Era Pinto um poeta destemido
De resposta ligeira e pontual
Era rei de qualquer um festival
Só os bons o peitavam frente a frente.
No reinado dos mestres do repente
Pinto foi majestade sem igual.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Frei Pedro - 20 anos de saudades.

Capa do Cordel



Taquaritinga do Norte
Tem história pra contar
Dos filhos que lhe nasceram
Outros que veio adotar.
Pessoas que aqui chegaram
E que também trabalharam
Em prol da linda cidade,
Alguns deles já partiram
A missão aqui cumpriram
E estão na eternidade.

De um deles vou falar
Relembrando a trajetória
Desse homem que escreveu
Nessa terra sua história.
Tendo ele aqui chegado
Como padre enviado
Essa terra ele amou,
E tendo a missão cumprido
Para o Pai foi recolhido
E  saudade ele deixou.

Pedro José de Morais
De Frei Pedro era chamado,
Era padre era amigo
Era por seu povo amado.
Era um caruaruense
De alma Taquaritinguense,
Pois amava nossa terra
Enquanto o tempo passava
Mais e mais Frei Pedro amava
A nossa Dália da Serra.

Tinha muita atenção
A qualquer que o procurava
E para atender alguém
Tempo nunca lhe faltava.
Dedicado a escutar
Pra depois aconselhar
Dando orientação,
Ele a todos recebia
Sempre com muita alegria
Amor e dedicação.

Chegou em 87
Aqui na nossa cidade
De inicio já se via
Qu’era bom de amizade
Quando ele aqui chegou
Esse povo ele amou
E tornou-se um amigo.
Homem de bom coração
Era grande a compaixão
Que carregava consigo.

Era alegre e brincalhão
Mas, era sério também
E era sério que falava
Quando reprendia alguém
Quem ouvia compreendia
Que o bem ele queria
E por isso exortava.
Era conciliador
Sempre apregoou o amor
E às famílias ajudava.

Como padre ele cuidava
Do lado espiritual
Mas também se dedicou
Com a causa social.
Por ser incompreendido
Frei Pedro  foi perseguido
Por questões politiqueiras
Sem poder se expressar
Para ao povo ajudar
Com intenções verdadeiras.

Hoje aqui muitas pessoas
Poderão testemunhar
De ao menos um conselho
Que Frei Pedro pode dar.
De cunho espiritual
Ou também profissional
Ele fazia questão,
De conduzir a pessoa
Para uma escolha boa
Sugerindo a direção.

Ano de 95
A sua missão cumpriu
Em 22 de dezembro
Para o Pai ele partiu.
Em tristeza a cidade
Já sentia a saudade
Que Frei Pedro deixaria.
A Caruaru levado
Para lá ser sepultado
Foi tão triste aquele dia.

Já passaram 20 anos
Desde a sua partida,
Mas ainda é lembrado
Por sua gente querida.
Frei Pedro foi tão querido
Que não será esquecido
Pelo povo que amou.
Hoje na nossa memória
Tem parte de sua história
Que com a vida, ele gravou.




sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

Quando não havia Natal


Em um tempo na história
O Natal não existia,
Tudo era escuridão
E nenhuma luz havia.
Era tudo só tristeza
Pois do Natal a beleza
Em nenhum lugar se via.
                       
Ninguém ganhava presentes
Nem se confraternizava,
Pois em nenhum mês do ano
Natal se comemorava.
Noites sem ter luz, então
Imperava a escuridão
E a tristeza dominava.
             
Em determinada noite
O Natal aconteceu,
Na cidade de Belém
Quando lá Jesus nasceu.
No céu estrelas brilharam
Os anjos forte cantaram
Adorando O SENHOR seu.
            
Desse dia em diante
Aconteceu o Natal,
Trazendo ao final do ano
Um sabor especial.
Muita troca de presentes
Entre amigos e parentes
Em um clima fraternal.
             
Os enfeites e as árvores
E toda iluminação,
Que se veem em todo canto
São para a decoração.
Pois a verdadeira luz
Do Natal é O Rei Jesus
Que nos trouxe a Salvação.
             
Jesus trouxe o Natal
E com ele a alegria,
Para a humanidade
Que em tristeza vivia.
Deixe então Jesus nascer
Em tua vida para ser
Um Natal a cada dia.


Roberto Celestino