sábado, 28 de julho de 2012

II Seminário Regional do Capibaribe

Nesta sexta feira (27) tive a oportunidade e privilégio de participar do II Seminário Regional do Capibaribe, o evento teve abertura na Câmara Municipal de Vereadores de Santa Cruz do Capibaribe, tendo continuidade das atividades na Fazenda Fieza, e está sendo promovido pelo Programa Capivara, programa de extensão coordenado pela Universidade Federal Rural de Pernambuco, que tem por missão contribuir com práticas de educação socioambiental na bacia do Capibaribe (Pernambuco).
Na ocasião, foi feito o lançamento oficial do Cordel: O Rio Capibaribe,um Gigante Pernambucano(já publicado neste blog).

Professora Carmen Farias - Coordenadora do Programa Capivara

Gostei muito da experiência, e já arrisco dizer que desta, nascerá mais um cordel, dessa vez abordando a importância do programa Capivara.

Roberto Celestino e a Prof.Carmem Farias.

terça-feira, 1 de maio de 2012

Taquaritinga do Norte, A Dália da Serra

Uma poesia de Roberto Celestino



     Situada no agreste
Em solo pernambucano
Viu-se nascer uma menina
Que formosa foi ficando.
Pois  enquanto ela crescia
De beleza se vestia
Ia muitos encantando.
                  
Pelo século XVIII
Inicia-se a história,
Que está eternizada
Para sempre na memória,
Desse povo que é forte
 Taquaritinga do Norte
Exaltamos tua glória.
                  
Buraco de pedra branca
Foi assim que a chamaram,
Os índios Carapotós
Que primeiro a habitaram.
Estes a viram nascer
E escolheram pra viver
Essa terra que amaram.
                  
A  Coroa Portuguesa
De terra fez doação,
Maria Ferraz de Brito
Recebeu grande porção.
Dividi-las decidiu
Logo ela as repartiu
Pra fazerem plantação.
                 
A partir daí se via
Pouco a pouco o crescimento,
Daquela pequena vila
Que crescia a passo lento.
Mas era bem sossegada
Lá a paz fez a morada
Causando contentamento.
                            
Muita água nela havia
E a tornava verdejante,
Encantando quem chegava
Nessa vila dentre os montes.
Ao partir tinha saudade
Era grande a vontade
De voltar o quanto antes.
      
Mas com o passar dos anos
Se viu a necessidade,
Dessa vila já crescida
Ser chamada de cidade
Se ela era uma menina
Agora moça franzina
Chegando à maioridade.

E assim em 10 de maio
Ano 1800
E 87 vê-se,
Dá-se o acontecimento
Da sua emancipação
E  sua população
Festejou esse momento.

O seu povo religioso
Educado e ordeiro,
É também reconhecido
Como povo hospitaleiro.
É alegre e festivo
Não se abala sem motivo
Povo forte e guerreiro.
      
Esses sítios que a rodeiam
Vem mostrar o seu vigor,
Os seus grandes cafezais
Enfatizam seu valor,
Demonstrando ao mundo inteiro
Que esse povo é festeiro
Mas, também trabalhador.
     
Pelas matas vê-se o vento
Prazeroso em passar,
Acariciando as árvores
Não se cansa de soprar,
Se pudesse ficaria
Dessas matas não saía
Pra soprar em outro lugar.
                 
Nossa fauna encontrou
Por aqui melhor lugar,
Pois do brejo à caatinga
Nada vem a lhes faltar
É a biodiversidade
Encantando de verdade
Essa cidade sem par.
      
Cariri aqui se mostra
Ao homem como aliado,
Que espera pela chuva
Com seu campo preparado
Pronto a receber o grão
Do milho, fava e feijão
Que enriquece seu roçado.
      
Olha sua plantação
Tudo verde vê ficar,
Isso muito o anima
Para sempre trabalhar.
Quando chega a colheita
Ele muito se deleita
Vendo a fartura que há.
      
A Menina que cresceu
Já não é adolescente,
Mas é uma jovem adulta
De alegria bem presente
Sempre simples e singela
Nunca deixa de ser bela
E amada será sempre

Suas praças sobrepujam
A beleza de sua face,
Admira quem a vê
Orgulha quem nela nasce.
E  que vem a visitar
Eu duvido que se vá
Sem por ela apaixonar-se.
      
Acompanha o progresso
Se torna desenvolvida,
Mantendo  a simplicidade
Essa nunca foi perdida
De cidade interiorana
Princesa  Pernambucana
Do seu povo mais querida.
                            
É  senhora educada
Vê-se isso em sua gente,
Por serem reconhecidos
Como um povo inteligente.
Vê-se hoje sumidades
Filhos da bela cidade
Serem muito influentes.
      
Muitos querem conhecer
O seu clima aconchegante
A neblina entre as serras
Escondendo os seus montes
Isso a torna mais garbosa
Revelando-a mais charmosa
Aos filhos e visitantes.
        
Mas se é pra falar de charme
É  preciso destacar,
Seu distrito mais charmoso
Falo eu de Gravatá.
Gravatá do Ibiapina
 Que traz à Taquaritinga
Uma  beleza sem par

O seu casario antigo
É destaque nacional
Tornando este Distrito
Patrimônio Cultural.
O sossego lá se abriga
Sua gente é amiga
É um povo sem igual.

Ao chegar a Pão de Açúcar
As margens da Rodovia
Vemos  a prosperidade
Expandi-la cada dia.
Muita fábrica instalada
Muita gente empregada
O progresso é garantia.

Entre estas e outras coisas
Se completa teu valor
Ó cidade abençoada
Pela mão do Criador
És  parte de nossas vidas
Nossa cidade querida
Te amamos com fervor.

Hoje és uma senhora
De beleza acentuada,
Pois enquanto o tempo passa
Vemos o quanto és cuidada
E assim sempre será
Pois teu povo irá lutar
Para ver-te preservada.
      
Hoje és Dália da Serra
Foste assim reconhecida,
Pelas dálias que expões
Nas praças cheias de vida.
Impossível não amar
Essa cidade sem par
A Taquara tão querida.
      
128 anos
Vamos nós comemorar,
Da cidade tão amada
Que nasceu para encantar
Sou à Deus agradecido
Por ter Ele permitido
Eu nascer nesse lugar.
      
Parabéns Taquaritinga
Parabéns ao povo teu
A homenagem é merecida
A quem sempre orgulho deu
Se eu não nascera aqui
Por tudo ia pedir
Para ser cidadão seu
      
Aos que te administram
Que tenham sabedoria
Para buscar o progresso
Sem ferir-te algum dia
Preservando tua beleza
Elevando-te a grandeza
Sem tirar tua alegria
      
Nossos agradecimentos
Aos vultos de tua história
Grandes homens e mulheres
Gravados em tua memória
Gente forte e valente
Que lutaram fortemente
Para verem tua glória.
                            
Parabéns para o teu povo
Povo privilegiado,
De te terem como mãe
E poderem ser chamados,
Norte-Taquaritinguenses
Revelando que pertence
      A este solo sagrado.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

EU

                                    Uma poesia de Roberto Celestino
 

Se Eu tenho você
Eu sou o sujeito,
Se não tenho
Sou apenas um sujeito
Sem predicado.
Sem você
Não existe predicado
Sou apenas um sujeito,
Sem jeito.

O RIO CAPIBARIBE-Um gigante pernambucano

                         

Bem na Vila do Araçá
Município de Poção,
Serra do Jacarará
Pra banhar a região,
Vai se ver nascer um rio
Que terá mil desafios
Pra cumprir sua missão.
                
Corre todo em Pernambuco
Esse rio abençoado,
Que de  Capibara-ybe
Pelos índios foi chamado.
E o rio de águas claras
Se torrnou das Capivaras
Assim fora batizado.
                      
Ele tímido desce a serra
Inicia a jornada,
Muito tem a percorrer
Nessa sua caminhada.
Logo chega a Jataúba,
E depois que lhe saúda
Vai-se embora em disparada.

Inda há quarenta e um
Municípios pra passar,
Banhará muitas cidades
Que estão a lhe esperar.
E em grande serpenteio,
Segue ele seu passeio
Ansioso em ver o mar.
               
Em suas margens viu nascer,
E crescerem muitas vidas,
Vilas foram se formando
Ali eram acolhidas. 
Daquelas comunidades
Muitas hoje são cidades,
Umas bem desenvolvidas.
               
Pelo Rio Capibaribe
Os nossos índios cresceram,
No Rio das Capivaras
Nome qu’eles escolheram.
Viram ali fertilidade,
Com grande facilidade
Logo se estabeleceram.
              
Entre o índio e o rio
Sempre houve amizade,
Pois do rio usufruía
Mas mostrava lealdade,
Procurou o preservar
Tudo fez pra não deixar
 Acabar a vitalidade.
                        
Era às margens desse rio
Que as índias escolhiam,
Dar a luz aos curumins
Era lá que eles nasciam.
Ali recebiam um banho
Já não eram mais estranho
Pois ao rio se uniam.
                        
No local se cultuava
Invocavam divindades,
Realizando muitos jogos
Com grandes festividades
Diversão ali havia
Pelo rio percorria
Águas e felicidade.
                 
Era o Rio Capibaribe
Para os índios, rio sagrado,
Um presente de seus deuses
Era assim considerado.
Por ele tanto zelavam
Dia a dia se empenhavam
Defendê-lo com cuidado.
                
Era o rio bem feliz
Diante tão grande cuidado,
Limpo em todo seu percurso
Nunca era maltratado.
Ele só não esperava
Que a atenção que se lhes dava,
Tava com os dias contados.
                
Era muito admirado
Pela sua formosura,
Pois por onde ele passava
Revelava-se a verdura,
De sua vegetação
Pois até pelo sertão
Ele dava sua fartura.
               
Atraía muita gente
À suas margens pra morar,
Pois ali as condições
Eram boas pra ficar,
Ali nada lhes faltava
O que se plantava dava
Começou  se povoar
               
Viu o índio seu espaço
Pelo branco ser tomado
Invadindo  suas terras,
O seu rio tão amado.
Cada índio que se ia
Para o rio isso trazia
A perda de um aliado.

O homem branco começou
 Jogar lixo no seu leito,
Não ligava para o rio
Era grande o desrespeito.
Tudo em volta destruía
E o rio poluía,
Nada fazia direito.
                
As cidades se formaram
Ao longo do grande rio,
Trazendo desmatamento
E fazendo-lhes desvio.
Era muito maltratado
Se sentia abandonado
Em seu grande desafio.
               
Desviaram   os esgotos
Para serem derramados,
Dentro do  Capibaribe
Que sentia-se fadado,
Ao fracasso e a morte
Mas ele lutava forte
Para não ser derrotado.
                
Ao chegar a Santa Cruz
 Ele começou  sangrar
Com sangue do matadouro
Que encanaram para lá.
E assim ali morria
Sua água apodrecia
Não podia respirar.
                 
Como todo nordestino
Ele  mostra o quanto é forte,
Com  esforço muito grande
Ele vence a própria  morte.
Ele agora vai passar
 Em Pão de Açúcar e saudar
 Taquaritinga do Norte.
                  
Ao chegar em Toritama
Outro risco o ameaça,
É a tinta azul do Jeans
Que ao rio traz desgraça,
Fazendo-o mudar de cor,
Esse rio sofredor
Pela dor de novo passa.
                
A  jornada ele retoma
Pra cumprir uma missão,
De encher uma barragem
De uma grande proporção,
Jucazinho,  abastece
 Depois disso ele desce
 Dando vida a região.
               
Segue agora ansioso
Em chegar a capital,
Passa na Zona da Mata
Banha o canavial,
Olha as casas de engenho
Construídas com empenho
No tempo colonial.
               
Se aproxima de Recife
Mas irá ainda  amargar,
Os esgotos das cidades
Pelas quais irá passar
Também restos de usinas
Diante desta triste sina
Bem salobro vai ficar.
                
E por fim chega  em Recife
E começam  lhes saudar,
Com sacolas e garrafas
Fogão velho e sofá.
E no rio quase morto
Inda se observa  corpo
De algum morto a boiar.

Atravessa a cidade
Ansioso em ver o mar,
Depois de tantos maus tratos
Só deseja descansar.
Foto pro cartão postal
Dá adeus à capital
Corre ao mar pra se jogar.
               
E por fim o oceano
Que está a lhe aguardar,
Abre os braços para o rio
Que acaba de chegar
Enfim  vê realizado
O encontro  esperado
Entre o rio e o mar.
          
Para o Rio Capibaribe
Se dê-se mais dedicação,
Dispensado mais cuidado
Merecida atenção.
Que se  dê o seu valor
Que se lute com fervor,
 Por sua preservação.
            
Que tomemos o exemplo
Que o índio sempre deu,
Sempre usufruiu  do rio
Mas tão bem o defendeu
Tirou dele seu sustento
E como agradecimento
Do rio nunca esqueceu.
               
Defendamos esta causa
Vamos salvar nosso rio,
Gigante pernambucano
Vencedor de desafios.
Lutemos enquanto é tempo
Antes de chegar o momento.
Que digamos ser tardio.
                
É o Rio Capibaribe
Parte Da nossa história
Corre todo em Pernambuco
Sua longa trajetória
Preservemos nosso rio
Pra que seja tão sadio
Não apenas na memória. 



Roberto Celestino.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Coração adolescente

Uma poesia de Roberto Celestino


Meu coração não acompanhou

meu crescimento

Pois depois de tanto tempo

É ele ainda um adolescente.