Eu queria descobrir
Quem é que a saudade ama
Só pra fazer uma trama
Seu romance destruir.
A saudade ia sentir
Que o que faz é crueldade
Ia ver quanta maldade
Que ela causa no meu peito
Eu ainda arrumo um jeito
Da saudade ter saudade.
Roberto Celestino.
sexta-feira, 14 de junho de 2019
segunda-feira, 7 de maio de 2018
Taquaritinga do Norte, A Dália da Serra
Uma poesia de Roberto Celestino
Situada
no agreste
Fica
a cidade tão bela
Com
beleza causa encanto
A
qualquer que olha pra ela,
Ela
é Dália da Serra
E
quem nasce nessa terra
Muito
orgulho sente dela.
Pelo
século XVIII
Se
inicia essa história,
Que
está eternizada
Para
sempre na memória,
Desse
povo que é forte
Taquaritinga
do Norte
Exaltamos
tua glória.
Buraco
de pedra branca
Foi
assim que a chamaram,
Os
índios Carapotós
Que
primeiro a habitaram.
Estes
a viram nascer
E
escolheram pra viver
Essa
terra que amaram.
A
Coroa Portuguesa
Fez
de terras, doação,
Maria
Ferraz de Brito
Recebeu
grande porção.
Dividi-las
decidiu
Logo
ela as repartiu
Pra
fazerem plantação.
A
partir daí se via
Pouco
a pouco o crescimento,
Daquela
pequena vila
Que
crescia a passo lento.
Mas
era bem sossegada
Lá
a paz fez a morada
Causando
contentamento.
Muita
água nela havia
Árvores
tão verdejantes,
A
paisagem que encantava
Todos
os seus visitantes.
Ao
partir tinham saudade
Era
grande a vontade
De
voltar o quanto antes.
Mas
com o passar dos anos
Se
viu a necessidade,
Dessa
vila já crescida
Ser
chamada de cidade
Se
ela era uma menina
Agora
moça franzina
Chegando
à maioridade.
Corria
1800
Mês
de maio, 10 o dia
Ano
de 87
Grande
fato se daria
A
sua emancipação
E
sua população
Festejou
com alegria.
Seu
povo religioso
Educado
e ordeiro,
É
também reconhecido
Como
povo hospitaleiro
É
alegre e festivo
Não
se abala sem motivo
Povo
forte e guerreiro.
Esses
sítios que a rodeiam
Vem
mostrar o seu vigor,
Os
seus grandes cafezais
Enfatizam
seu valor,
Demonstrando
ao mundo inteiro
Que
esse povo é festeiro
Mas,
também trabalhador.
Pelas
matas vê-se o vento
Prazeroso
em passar,
Acariciando
as árvores
Não
se cansa de soprar,
Se
pudesse ficaria
Dessas
matas não saía
Pra
soprar noutro lugar.
Nossa
fauna encontrou
Por
aqui melhor lugar,
Pois
do brejo à caatinga
Nada
vem a lhes faltar,
É
a biodiversidade
Encantando
de verdade
Essa
cidade sem par.
Cariri
aqui se mostra
Ao
homem como aliado,
Que
espera pela chuva
Com
seu campo preparado
Pronto
a receber o grão
Do
milho, fava e feijão
Que
enriquece seu roçado.
Olha
sua plantação
Tudo
verde vê ficar,
Isso
muito o anima
Para
sempre trabalhar.
Quando
chega a colheita
Ele
muito se deleita
Com
a fartura a contemplar.
A
cidade foi crescendo
Mas
sem pressa pra crescer,
Preservando
a beleza
Para
nunca a perder
Sempre
simples e singela
Nunca
deixou de ser bela
Isso
você pode ver.
Suas
praças, suas flores,
O
seu clima agradável
Tudo
que aqui se vê
Torna
ela admirável.
Quem
a vê fica encantado
Que
lugar abençoado
Que
cidade, tão amável!
Acompanhou
o progresso
Se
tornou desenvolvida,
Mantendo
a simplicidade
Essa
nunca foi perdida,
De
cidade interiorana
Princesa
Pernambucana
Do
seu povo a mais querida.
O
seu povo estudioso
Ao
estudo dá valor
É
um povo educado
Que
se mostra acolhedor
Gente
que orgulha a terra
Que
trata a Dália da Serra
Com
respeito e amor.
Vale
a pena conhecer
O
seu clima aconchegante,
A
neblina entre as serras
Dá
um tom mais elegante
Isso
a torna mais garbosa,
Revelando-a
mais charmosa
Aos
filhos e ao visitante.
Mas
se é pra falar de charme
É
preciso destacar,
Gravatá
do Ibiapina
Distrito
desse lugar
Povo
bom e educado
Que
recebe de bom grado
Quem
ao que vai a visitar.
O
seu casario antigo
É
destaque nacional,
Tornando
este Distrito
Patrimônio
Cultural
O
sossego lá se abriga
Sua
gente é amiga
É
um povo sem igual.
Ao
chegar a Pão de Açúcar
As
margens da Rodovia,
Vemos
a prosperidade
Expandi-la
cada dia
Muita
fábrica instalada
Muita
gente empregada
O progresso
é garantia.
Entre
estas e outras coisas
Se
completa teu valor,
Ó
cidade abençoada
Pela
mão do Criador
És
parte da nossa vida
Nossa
cidade querida
Te
amamos com fervor.
Hoje
és uma senhora
De
beleza acentuada,
Pois
enquanto o tempo passa
Vemos
quanto és cuidada,
A
tua beleza é tanta
Que
a todos nos encanta
Terra
linda admirada.
Hoje
és Dália da Serra
Foste
assim reconhecida,
Pelas
dálias que expões
Nas
praças cheias de vida
Impossível
não amar
Essa
cidade sem par
A
Taquara tão querida.
É
mais um ano de vida
Que
vamos comemorar,
Da
cidade tão amada
Que
nasceu para encantar
Sou
a Deus agradecido
Por
ter Ele permitido
Eu
nascer nesse lugar.
Parabéns
Taquaritinga
Parabéns
ao povo teu,
A
homenagem é merecida
A
quem sempre orgulho deu.
Onde
vou eu não te nego
Pois
eu sempre te carrego
Dentro
desse peito meu.
Aos
que te administram
Que
tenham sabedoria,
Para
buscar o progresso
Sem
ferir-te algum dia,
Preservando
tua beleza
Elevando-te
a grandeza
Sem
tirar tua alegria.
Nossos
agradecimentos
Aos
vultos de tua história,
Grandes
homens e mulheres
Gravados
em tua memória,
Gente
forte e valente
Que
lutaram fortemente
Para
verem tua glória.
Já
são cento e trinta e um
Anos
de emancipação
Hoje
te parabenizo
Expressando
gratidão.
Todo
Taquaritinguense
Se
orgulha, pois pertence
A
essa terra, esse chão.
terça-feira, 12 de setembro de 2017
quinta-feira, 15 de setembro de 2016
quarta-feira, 4 de maio de 2016
Festival “ Vamos Fazer Poesia”, homenageia grande norte taquaritinguense.
No último dia 23 de abril, Serra Talhada recebeu quase 50 poetas (dos 71 inscritos) vindos dos
Estados de Pernambuco, Paraíba, Ceará e
Rio Grande do Norte.
Na ocasião, foi homenageado um dos maiores ícones do
Repente, o poeta João Batista Bernardo conhecido carinhosamente por João Furiba,
que aos 95 anos de idade é a maior lenda viva da poesia nordestina popular.
João Furiba nasceu em Taquaritinga do Norte, e ainda muito
jovem mudou-se com a família para o estado da Paraíba. No entanto, onde o poeta
está presente o nome de Taquaritinga do Norte é mencionado, pois ele sempre fez
questão de revelar sua naturalidade.
![]() |
| João Furiba Recebendo Homenagem |
Dentre os poetas que se apresentaram, estava presente o
também norte taquaritinguense Roberto Celestino, que se apresentou no festival
declamando suas poesias, que assim como as dos demais poetas, foram publicadas
em uma coletânea que leva o nome do Festival.
![]() |
| Coletânea de Poesias |
“Foi emocionante conversar com Furiba, pois no momento em
que revelei que era de Taquaritinga do Norte, ele derramou-se em lágrimas”.(Roberto
Celestino)
Com voz baixa e muita emoção, ele muito agradecia por estar
alguém de sua terra natal prestigiando aquele momento e mandou um abraço a
todos os conterrâneos.
| João Furiba e Roberto Celestino |
Foi um momento ímpar está diante do homem que levou e leva o
nome de nossa cidade Brasil afora.
Parabéns João Furiba! Homenagem mais que merecida.
![]() |
| Roberto Celestino com Iranildo Marques, o organizador do evento |
Participação de Roberto Celestino no Festival, glosando os motes propostos:
Eu vivia sorrindo pela vida
Tudo em volta
me dava alegria
Não pensava findar-se tudo
um dia
Mas findou-se com uma
despedida.
Foi no dia que vi minha
querida
Indo embora de modo
indiferente
O meu peito até hoje ainda
sente
Essa dor que os sentidos
arrebata.
A
saudade não mata, mas maltrata
Coração
de quem ama e vive ausente.
Com um pé de marmeleiro
Com flor de mandacaru
Com rolinha e lambu
Na bebida do barreiro.
As galinhas no terreiro
Misturadas com menino
Um cachorro bem franzino
Pavão mostrando a plumagem.
Fiz
um quadro da paisagem
Do meu sertão nordestino.
A
notícia sem desvio
O
esporte, a cultura
Tem
uma fonte segura
É o
Jornal Desafio.
Esse
eu reverencio
Pela
sua trajetória
Que
denota a vitória
Entre
tantos veteranos.
Já são vinte e sete anos
Desafiando a história.
Pode
até se ouvir um parecido
Mas
igual é difícil de ouvir
Quem
com ele chegou a competir
Levou
pau de sair todo doído.
Era
Pinto um poeta destemido
De
resposta ligeira e pontual
Era
rei de qualquer um festival
Só
os bons o peitavam frente a frente.
No reinado dos mestres do repente
Pinto foi majestade sem igual.
quinta-feira, 14 de janeiro de 2016
Frei Pedro - 20 anos de saudades.
sexta-feira, 25 de dezembro de 2015
Quando não havia Natal
Em um tempo na história
O Natal não existia,
Tudo era escuridão
E nenhuma luz havia.
Era tudo só tristeza
Pois do Natal a beleza
Em nenhum lugar se via.
Ninguém ganhava presentes
Nem se confraternizava,
Pois em nenhum mês do ano
Natal se comemorava.
Noites sem ter luz, então
Imperava a escuridão
E a tristeza dominava.
Em determinada noite
O Natal aconteceu,
Na cidade de Belém
Quando lá Jesus nasceu.
No céu estrelas brilharam
Os anjos forte cantaram
Adorando O SENHOR seu.
Desse dia em diante
Aconteceu o Natal,
Trazendo ao final do ano
Um sabor especial.
Muita troca de presentes
Entre amigos e parentes
Em um clima fraternal.
Os enfeites e as árvores
E toda iluminação,
Que se veem em todo canto
São para a decoração.
Pois a verdadeira luz
Do Natal é O Rei Jesus
Que nos trouxe a Salvação.
Jesus trouxe o Natal
E com ele a alegria,
Para a humanidade
Que em tristeza vivia.
Deixe então Jesus nascer
Em tua vida para ser
Um Natal a cada dia.
Roberto Celestino
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