quinta-feira, 15 de setembro de 2016
quarta-feira, 4 de maio de 2016
Festival “ Vamos Fazer Poesia”, homenageia grande norte taquaritinguense.
No último dia 23 de abril, Serra Talhada recebeu quase 50 poetas (dos 71 inscritos) vindos dos
Estados de Pernambuco, Paraíba, Ceará e
Rio Grande do Norte.
Na ocasião, foi homenageado um dos maiores ícones do
Repente, o poeta João Batista Bernardo conhecido carinhosamente por João Furiba,
que aos 95 anos de idade é a maior lenda viva da poesia nordestina popular.
João Furiba nasceu em Taquaritinga do Norte, e ainda muito
jovem mudou-se com a família para o estado da Paraíba. No entanto, onde o poeta
está presente o nome de Taquaritinga do Norte é mencionado, pois ele sempre fez
questão de revelar sua naturalidade.
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| João Furiba Recebendo Homenagem |
Dentre os poetas que se apresentaram, estava presente o
também norte taquaritinguense Roberto Celestino, que se apresentou no festival
declamando suas poesias, que assim como as dos demais poetas, foram publicadas
em uma coletânea que leva o nome do Festival.
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| Coletânea de Poesias |
“Foi emocionante conversar com Furiba, pois no momento em
que revelei que era de Taquaritinga do Norte, ele derramou-se em lágrimas”.(Roberto
Celestino)
Com voz baixa e muita emoção, ele muito agradecia por estar
alguém de sua terra natal prestigiando aquele momento e mandou um abraço a
todos os conterrâneos.
| João Furiba e Roberto Celestino |
Foi um momento ímpar está diante do homem que levou e leva o
nome de nossa cidade Brasil afora.
Parabéns João Furiba! Homenagem mais que merecida.
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| Roberto Celestino com Iranildo Marques, o organizador do evento |
Participação de Roberto Celestino no Festival, glosando os motes propostos:
Eu vivia sorrindo pela vida
Tudo em volta
me dava alegria
Não pensava findar-se tudo
um dia
Mas findou-se com uma
despedida.
Foi no dia que vi minha
querida
Indo embora de modo
indiferente
O meu peito até hoje ainda
sente
Essa dor que os sentidos
arrebata.
A
saudade não mata, mas maltrata
Coração
de quem ama e vive ausente.
Com um pé de marmeleiro
Com flor de mandacaru
Com rolinha e lambu
Na bebida do barreiro.
As galinhas no terreiro
Misturadas com menino
Um cachorro bem franzino
Pavão mostrando a plumagem.
Fiz
um quadro da paisagem
Do meu sertão nordestino.
A
notícia sem desvio
O
esporte, a cultura
Tem
uma fonte segura
É o
Jornal Desafio.
Esse
eu reverencio
Pela
sua trajetória
Que
denota a vitória
Entre
tantos veteranos.
Já são vinte e sete anos
Desafiando a história.
Pode
até se ouvir um parecido
Mas
igual é difícil de ouvir
Quem
com ele chegou a competir
Levou
pau de sair todo doído.
Era
Pinto um poeta destemido
De
resposta ligeira e pontual
Era
rei de qualquer um festival
Só
os bons o peitavam frente a frente.
No reinado dos mestres do repente
Pinto foi majestade sem igual.
quinta-feira, 14 de janeiro de 2016
Frei Pedro - 20 anos de saudades.
sexta-feira, 25 de dezembro de 2015
Quando não havia Natal
Em um tempo na história
O Natal não existia,
Tudo era escuridão
E nenhuma luz havia.
Era tudo só tristeza
Pois do Natal a beleza
Em nenhum lugar se via.
Ninguém ganhava presentes
Nem se confraternizava,
Pois em nenhum mês do ano
Natal se comemorava.
Noites sem ter luz, então
Imperava a escuridão
E a tristeza dominava.
Em determinada noite
O Natal aconteceu,
Na cidade de Belém
Quando lá Jesus nasceu.
No céu estrelas brilharam
Os anjos forte cantaram
Adorando O SENHOR seu.
Desse dia em diante
Aconteceu o Natal,
Trazendo ao final do ano
Um sabor especial.
Muita troca de presentes
Entre amigos e parentes
Em um clima fraternal.
Os enfeites e as árvores
E toda iluminação,
Que se veem em todo canto
São para a decoração.
Pois a verdadeira luz
Do Natal é O Rei Jesus
Que nos trouxe a Salvação.
Jesus trouxe o Natal
E com ele a alegria,
Para a humanidade
Que em tristeza vivia.
Deixe então Jesus nascer
Em tua vida para ser
Um Natal a cada dia.
Roberto Celestino
segunda-feira, 12 de outubro de 2015
Minha infância
Na minha infância eu não tinha dinheiro
Não tinha roupa boa
Não tinha comida boa
Mas eu tinha minha mãe.
Eu não tinha bicicleta
Não tinha bons brinquedos
Nem televisão eu tinha
Mas eu tinha mãe.
Na minha infância
Eu era pequeno,
Tudo era pequeno
Mas eu tinha uma grande mãe.
A nossa casa não tinha nenhum conforto
Mas a presença da minha mãe
Confortava a todos nós.
Eu tive uma infância pobre
Sem luxo,
Sem dinheiro,
Sem quase nada.
Pensava que era pobre
Desejava ficar rico,
Mas eu já era rico
Eu tinha tudo
Eu tinha minha mãe.
sexta-feira, 7 de agosto de 2015
sábado, 6 de junho de 2015
Toque de recolher para os artistas.
Olhe aí governador
Preste muita atenção,
Olhe para seu estado
Veja quanta indignação,
Que o senhor provocou
Com a lei que aprovou
Dando à arte restrição.
Falo da Lei quinze mil
Quinhentos e dezesseis,
Do autor Ricardo Costa
Que agiu com altivez.
Me desculpe deputado
Mas não vou ficar calado
Com tamanha estupidez.
Diga-me qual é o mal
Que um artista oferece,
Ao se'apresentar na rua
Quando o dia amanhece,
Eles levam vida dura
Numa luta pró-cultura
Que o ilustre desconhece.
Quem se apresenta nas ruas
Logo cedo tá acordado,
Pois pra dormir até tarde
Tem que virar deputado.
Artista tem que ralar
Precisa se apresentar
Pra ganhar o seu trocado.
Mas não é só por dinheiro
Que o artista se apresenta,
Luta pra fazer cultura
Já que o estado se ausenta.
Na rua e em qualquer parte
Ele mostra a sua arte
E’a cultura ele fomenta.
Seu doutor Ricardo Costa
Tenho muita alegria,
Quando vejo uma criança
Declamando poesia.
Pois isso nos assegura
Que o futuro da cultura
Tem ali a garantia.
Faça leis pra melhorar
No estado a segurança,
Por aqui a violência
Alto índice alcança.
Homicídios e assaltos
Crescem cada dia aos saltos
E em todo estado avança.
Se preocupe em tirar
Dessas ruas os drogados,
Os mendigos que estão
Pela rua amontoados.
Dê qualidade de vida
A essas vidas esquecidas
Pelo poder do estado.
Se importa com criança?
Vá visitar um lixão,
Lá tem muitas pra ajudar,
Com saúde, educação,
E sem terem o que comer
Lá o senhor irá ver
Quem precisa de atenção.
Essa lei é imoral
O’aconselho a rever,
Se só sabe fazer merda
É melhor nada fazer.
Acabou-se a ditadura
Não restrinja a cultura
Já que não quer promover.
Roberto Celestino
Cordelista
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