terça-feira, 1 de maio de 2012

Taquaritinga do Norte, A Dália da Serra

Uma poesia de Roberto Celestino



     Situada no agreste
Em solo pernambucano
Viu-se nascer uma menina
Que formosa foi ficando.
Pois  enquanto ela crescia
De beleza se vestia
Ia muitos encantando.
                  
Pelo século XVIII
Inicia-se a história,
Que está eternizada
Para sempre na memória,
Desse povo que é forte
 Taquaritinga do Norte
Exaltamos tua glória.
                  
Buraco de pedra branca
Foi assim que a chamaram,
Os índios Carapotós
Que primeiro a habitaram.
Estes a viram nascer
E escolheram pra viver
Essa terra que amaram.
                  
A  Coroa Portuguesa
De terra fez doação,
Maria Ferraz de Brito
Recebeu grande porção.
Dividi-las decidiu
Logo ela as repartiu
Pra fazerem plantação.
                 
A partir daí se via
Pouco a pouco o crescimento,
Daquela pequena vila
Que crescia a passo lento.
Mas era bem sossegada
Lá a paz fez a morada
Causando contentamento.
                            
Muita água nela havia
E a tornava verdejante,
Encantando quem chegava
Nessa vila dentre os montes.
Ao partir tinha saudade
Era grande a vontade
De voltar o quanto antes.
      
Mas com o passar dos anos
Se viu a necessidade,
Dessa vila já crescida
Ser chamada de cidade
Se ela era uma menina
Agora moça franzina
Chegando à maioridade.

E assim em 10 de maio
Ano 1800
E 87 vê-se,
Dá-se o acontecimento
Da sua emancipação
E  sua população
Festejou esse momento.

O seu povo religioso
Educado e ordeiro,
É também reconhecido
Como povo hospitaleiro.
É alegre e festivo
Não se abala sem motivo
Povo forte e guerreiro.
      
Esses sítios que a rodeiam
Vem mostrar o seu vigor,
Os seus grandes cafezais
Enfatizam seu valor,
Demonstrando ao mundo inteiro
Que esse povo é festeiro
Mas, também trabalhador.
     
Pelas matas vê-se o vento
Prazeroso em passar,
Acariciando as árvores
Não se cansa de soprar,
Se pudesse ficaria
Dessas matas não saía
Pra soprar em outro lugar.
                 
Nossa fauna encontrou
Por aqui melhor lugar,
Pois do brejo à caatinga
Nada vem a lhes faltar
É a biodiversidade
Encantando de verdade
Essa cidade sem par.
      
Cariri aqui se mostra
Ao homem como aliado,
Que espera pela chuva
Com seu campo preparado
Pronto a receber o grão
Do milho, fava e feijão
Que enriquece seu roçado.
      
Olha sua plantação
Tudo verde vê ficar,
Isso muito o anima
Para sempre trabalhar.
Quando chega a colheita
Ele muito se deleita
Vendo a fartura que há.
      
A Menina que cresceu
Já não é adolescente,
Mas é uma jovem adulta
De alegria bem presente
Sempre simples e singela
Nunca deixa de ser bela
E amada será sempre

Suas praças sobrepujam
A beleza de sua face,
Admira quem a vê
Orgulha quem nela nasce.
E  que vem a visitar
Eu duvido que se vá
Sem por ela apaixonar-se.
      
Acompanha o progresso
Se torna desenvolvida,
Mantendo  a simplicidade
Essa nunca foi perdida
De cidade interiorana
Princesa  Pernambucana
Do seu povo mais querida.
                            
É  senhora educada
Vê-se isso em sua gente,
Por serem reconhecidos
Como um povo inteligente.
Vê-se hoje sumidades
Filhos da bela cidade
Serem muito influentes.
      
Muitos querem conhecer
O seu clima aconchegante
A neblina entre as serras
Escondendo os seus montes
Isso a torna mais garbosa
Revelando-a mais charmosa
Aos filhos e visitantes.
        
Mas se é pra falar de charme
É  preciso destacar,
Seu distrito mais charmoso
Falo eu de Gravatá.
Gravatá do Ibiapina
 Que traz à Taquaritinga
Uma  beleza sem par

O seu casario antigo
É destaque nacional
Tornando este Distrito
Patrimônio Cultural.
O sossego lá se abriga
Sua gente é amiga
É um povo sem igual.

Ao chegar a Pão de Açúcar
As margens da Rodovia
Vemos  a prosperidade
Expandi-la cada dia.
Muita fábrica instalada
Muita gente empregada
O progresso é garantia.

Entre estas e outras coisas
Se completa teu valor
Ó cidade abençoada
Pela mão do Criador
És  parte de nossas vidas
Nossa cidade querida
Te amamos com fervor.

Hoje és uma senhora
De beleza acentuada,
Pois enquanto o tempo passa
Vemos o quanto és cuidada
E assim sempre será
Pois teu povo irá lutar
Para ver-te preservada.
      
Hoje és Dália da Serra
Foste assim reconhecida,
Pelas dálias que expões
Nas praças cheias de vida.
Impossível não amar
Essa cidade sem par
A Taquara tão querida.
      
128 anos
Vamos nós comemorar,
Da cidade tão amada
Que nasceu para encantar
Sou à Deus agradecido
Por ter Ele permitido
Eu nascer nesse lugar.
      
Parabéns Taquaritinga
Parabéns ao povo teu
A homenagem é merecida
A quem sempre orgulho deu
Se eu não nascera aqui
Por tudo ia pedir
Para ser cidadão seu
      
Aos que te administram
Que tenham sabedoria
Para buscar o progresso
Sem ferir-te algum dia
Preservando tua beleza
Elevando-te a grandeza
Sem tirar tua alegria
      
Nossos agradecimentos
Aos vultos de tua história
Grandes homens e mulheres
Gravados em tua memória
Gente forte e valente
Que lutaram fortemente
Para verem tua glória.
                            
Parabéns para o teu povo
Povo privilegiado,
De te terem como mãe
E poderem ser chamados,
Norte-Taquaritinguenses
Revelando que pertence
      A este solo sagrado.